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terça-feira, 19 de junho de 2012

DIAGNÓSTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2012.5 9° ANO SAEB/SPAECE


  1) LEIA O TEXTO:

O filho do alfaiate chega para o pai lá no fundo da loja e pergunta:

__ O terno marrom encolhe depois de lavado?

                                      __ Por que você quer saber, filho?

                                      __ O freguês é quem quer saber.

                                      __ Ele já experimentou?

                                      __ Já.

                                      __ Ficou largo ou apertado?

                                      __ Largo.

                                      __ Então diz que encolhe.

                                                                                           ZIRALDO, Novas anedotinhas do Bichinho da maçã. 15. ed.

                                                                                                                       São Paulo: Melhoramentos, 2005. p. 22)



Que valor semântico a palavra em destaque no último período do texto estabelece entre a oração anterior e a oração seguinte?

(A) adição.               (B) oposição.                 (C) conclusão.                  (D) explicação.



2) LEIA O TEXTO:

                                       “No muro

                                         O gato.

                                         Na árvore

                                         O passarinho.



                                         Agora:

                                         O gato

                                         Na árvore.

                                         O passarinho

                                         No muro.



                                         Na janela

                                         Uma criança rindo.”



Ao ler o poema com atenção, é possível perceber que se trata de

(A) uma perseguição.     (B) uma brincadeira.        (C) uma corrida.            (D) um passeio

3) LEIA O TEXTO 



                                              ACHO QUE TOU

__ Acho que tou __ disse a Vanessa.

__ Ai, ai, ai __ disse o Cidão.

No entusiasmo do momento, os dois a fim e sem um preservativo à mão, a Vanessa tinha dito “Acho que dá”. E agora aquilo. Ela podia estar grávida.

Do “Acho que dá” ao “Acho que tou”. A história de uma besteira.

Mais do que uma besteira. Se ela estivesse mesmo grávida, uma tragédia. Tudo teria que mudar na vida dos dois. O casamento estava fora de questão, mas não era só isso. A relação dos dois passaria a ser outra. A relação dela com os pais. Os planos de um e de outro. O vestibular dela, nem pensar. O estágio dele no exterior, nem pensar. Ele não iria abandoná-la com o bebê, mas a vida dele teria que dar uma guinada , e ele sempre culparia ela por isto. Ela não saberia como cuidar de um bebê, sua vida também mudaria radicalmente. E se livrarem do bebê também era impensável. Uma tragédia.

 __ Quando é que você vai saber ao certo?

__ Daqui a dois dias.

Durante duas noites, nenhum dos dois dormiu. No terceiro dia ela chegou correndo na casa dele, agitando um papel no ar. Ele estava no seu quarto, adivinhou pela alegria no rosto dela qual era a grande notícia.

__Não tou! Não tou!

Abraçaram-se, aliviados, beijaram-se com ardor, amaram-se na cama do Cidão, e ela engravidou.

         VERÍSSIMO, Luís Fernando. “Acho que tou” In: Mais Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 65-66.

A expressão “dar uma guinada” (l. 11) no texto significa

(A) saltar de um lado para o outro.

(B) mudar para melhor.

(C) mudar para pior.

(D) voltar ao passado

4) LEIA O TEXTO



                                         LOBATO ATACA O CABOCLO

                                                                                                               Marcelo Coelho

         Monteiro Lobato (1882-1948) será sempre lembrado como o autor das histórias infantis do Sítio do Picapau Amarelo. Sua atividade como polemista, todavia, foi marcante nas primeiras décadas do século. Velha Praga, artigo publicado em 1914, contra o costume das queimadas no interior paulista, revelou-o no cenário nacional.Tendo herdado uma fazenda do avô, em 1911, Lobato ficou chocado com o comodismo dos caboclos que viviam em suas terras. Reagindo, talvez, ao impacto de Os Sertões, de Euclides da Cunha (publicado em 1902), Lobato reage contra as idealizações do sertanejo nesse texto de 1914. Logo em seguida, em 1918, ele corrigiria sua visão sobre a indolência do caipira. Não se tratava de deficiência moral, mas de doença física, de verminose principalmente. É típico do pensamento conservador atribuir a pobreza à falta de vontade psíquica, em vez de procurar causas materiais para o problema. O estereótipo do jeca, criado por Lobato em sua fase conservadora, teria de todo modo grande êxito.

                                                                                                                        (Revista Língua Portuguesa, nº 7, pág. 34, 2006)

O título dado ao texto se justifica porque

(A) o patrimônio de Monteiro Lobato estava sendo ameaçado.

(B) o homem do campo leva sua vida de forma simples.

(C) Lobato fizera críticas ao desleixo do caipira.

(D) Monteiro Lobato era famoso por seus preconceitos.



5) LEIA O TEXTO

                                                          O ÍNDIO

         Contou como é que foi. Disse que – de repente- resolveu se fantasiar, coisa que não fazia há anos. Podia optarpor duas fantasias: a de árabe ou a de índio, que são as mais fáceis de se fazer a domicílio. Árabe – sabem como é – agente faz até com toalha escrito “Bom Dia”. Amarra uma de rosto na cabeça e enrola outra de banho no corpo. Por baixo: cueca. Nos pés: sandália. Não fica um árabe rico, mas já dá pro consumo.

         Índio ainda é mais fácil. Faz-se com uma toalha só, bem colorida. Enrola-se a dita na cintura, com short por baixo. Na cabeça coloca-se o que antes foi o espanador.

        Contou que foi de índio porque em casa tinha dois espanadores. Não ficou um índio legal. Mas também não chegava a ser desses índios mondrongos que tiravam retrato com o Dr. Juscelino.

        Se tivesse saído de árabe não teria apanhado a vizinha, distinta que vinha cercando desde setembro, quando ela se mudara para o 201. E continuou contando. Índio de óculos também já era debochar demais da realidade. Assim, ao sair pela aí, deixou os óculos na mesinha-de-cabeceira. Andou pela Avenida, viu as tais sociedades carnavalescas e depois entrou num bar para lavar a caveira.

        Quando voltou para casa estava ziguezagueando. Bebera de com força e entrou no edifício balançando. E – coitado – sem óculos, não enxergava direito. Subiu no elevador, saltou no segundo e foi se encostando pelas paredes no corredor. Tava um índio desses que quer apito.

__ Que é que tem tudo isso a ver com a vizinha?

       Sem óculos – tornou a explicar – em vez de entrar no 202 (seu apartamento), viu a porta do 201 aberta e foi entrando de índio e tudo.

__ Era o apartamento da vizinha?

__ Era.

__ E ela?

__ No começo não quis. Mas acabou entrando pra minha tribo.

                                                                                                                        PRETA, Stanislaw Ponte. O Índio. In: Tia Zulmira e Eu.

                                                                                                                 Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 8 ed. 1994. p. 178-179.



Que trecho do texto traduz uma opinião do narrador acerca do fato narrado.

(A) ” (...) que são as mais fáceis de se fazer a domicílio.”

(B) “(...) Amarra uma de rosto na cabeça e enrola outra de banho no corpo.”

(C) “Índio ainda é mais fácil.(...)”

(D) “Contou que foi de índio porque em casa tinha dois espanadores.”



6) LEIA O TEXTO:



Os quadrinhos do texto anterior falam de

(A) desmatamento.       (B) seca.         (C) enchente.            (D) descaso das autoridades.



7) LEIA O TEXTO:

                                                    TRAGÉDIA BRASILEIRA

           Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade. Conheceu Maria Elvira na Lapa – prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.

          Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado do Estácio, pagou médico, dentista, manicura...Dava tudo quanto ela queria.

         Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.

         Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.

          Viveram três anos assim.

          Toda vez que Maria Elvira arranjava um namorado, Misael mudava de casa.

          Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...

           Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.

                                                                              Fonte: BANDEIRA, Manuel. “Tragédia Brasileira”. In: Poesia Completa e Prosa.

                                                                                                                         Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora, 1967. p. 283.

A finalidade do texto acima é

(A) narrar.              (B) descrever.            (C) argumentar.              (D) divertir.



8) LEIA OS TEXTOS:



TEXTO I

                                               EVOCAÇÃO DO RECIFE

                                                          (Fragmento)

             A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros

             Vinha da boca do povo na língua errada do povo

             Língua certa do povo

             Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil

             Ao passo que nós

            O que fazemos

            É macaquear

            A sintaxe lusíada.

                                             MANUEL BANDEIRA. “Evocação do Recife.” In Poesia completa e prosa.

                                                                                                                               Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996.



TEXTO II

           Defesa da inventividade popular ( “o povo é o inventa-línguas”, Maiakovski) contra os burocratas da sensibilidade, que querem impingir ao povo, caritativamente, uma arte oficial, de ‘boa consciência’,ideologicamente retificada, dirigida.

(...)

          Mas o povo cria, o povo engenha, o povo cavila. O povo é o inventa-línguas, na malícia da mestria, no matreiro da maravilha. O visgo do improviso, tateando a travessia, azeitava o eixo do sol... O povo é o melhor artífice.

                                                         Haroldo de Campos. “Circulado de Fulô”, in Isto não é um livro de viagens. 16 fragmentos de

                                                        “Galáxias”. CD gravado no Nosso Estúdio, São Paulo, para a Editora 34, Rio de Janeiro, 1992.


* Maiakovski – poeta russo que viveu entre 1893 e 1930.



Em relação aos textos I e II, observa-se a valorização do falar do povo brasileiro. No entanto, há um trecho do texto I que apresenta uma crítica negativa em relação a esse falar. Marque a opção que contém essa crítica.

(A) “A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros”

(B) “ Vinha da boca do povo na língua errada do povo”

(C) “Língua certa do povo”

(D) “Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil”



9) LEIA OS TEXTOS



TEXTO I

A PÁTRIA



Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

                                    Criança! Não verás nenhum país como este!

                                    Olha que céu! Que mar! Que rios! Que floresta!

                                    A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,

                                    É um ceio de mãe a transbordar carinhos.
                                   Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos,
                                   Que se balançam no ar; entre os ramos inquietos!

                                    Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

                                    Vê que grande extensão de matas, onde impera

                                     Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

                                     Boa terra! Jamais negou a quem trabalha

                                     O pão que mata a fome, o teto que agasalha...

                                     Quem com seu suor fecunda e umedece,

                                     Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

                                     Criança! Não verás país nenhum como este:

                                     Imita na grandeza a terra em que nasceste!

                                                                                                             In: BILAC, Olavo. Poesias infantis. 18. ed. Rio de Janeiro,           

                                            Francisco Alves, 1952





TEXTO II

                                            PROSTITUIÇÃO INFANTIL

             Não sei que jornal, há algum tempo, noticiou que a polícia ia tomar sob a sua proteção as crianças que aí vivem, às dezenas, exploradas por meia dúzia de bandidos. Quando li a notícia, rejubilei. Porque, há longo tempo, desde que comecei a escrever, venho repisando este assunto, pedindo piedade para essas crianças e cadeia para esses patifes.

             Mas os dias correram. As providências anunciadas não vieram. Parece que a piedade policial não se estende às crianças, e que a cadeia não foi feita para dar agasalho aos que prostituem corpos de sete a oito anos... E a cidade, à noite, continua a encher-se de bandos de meninas, que vagam de teatro em teatro e de hotel em hotel, vendendo flores e

aprendendo a vender beijos.

             Anteontem, por horas mortas, (...) vi sentada uma menina, a uma soleira de porta. Dormia. Ao lado, a sua cesta

de flores murchas estava atirada sobre a calçada. Despertei-a. A pobrezinha levantou-se, com um grito.

           Teria oito anos,quando muito. Louros e despenteados, emolduravam os seus cabelos um rosto desfeito, amarrotado de sono e de choro.

(...)

              Perdera toda a féria. Só conseguira obter, ao cabo de toda uma tarde de caminhadas e de pena, esses dez tostões – perdidos ou furtados. E pelos seus olhos molhados passava o terror das bordoadas que a esperavam em casa...

            “Mas é teu pai quem te esbordoa?”

            “É um homem que mora lá em casa...”

            (...) não penseis que me iluda sobre a eficácia das providências que possa a polícia tomar, a fim de salvar daspancadas o corpo e da devassidão a alma de qualquer dessas meninas. (...)

               BILAC, Olavo. In: DIMAS, Antonio (org). Vossa insolência: crônicas. São Paulo, Companhia das Letras, 1996. p. 305-8.



Os textos acima foram escritos com propósitos distintos, com base nessa observação, marque a opção que apresente  comentário adequado em relação aos textos.

(A) O texto I apresenta uma exaltação à pátria e o texto II ratifica essa exaltação.

(B) Ambos os textos fazem referência a problemas enfrentados pelo povo brasileiro.

(C) Somente o texto I exalta a pátria, o texto II fala de um ato falho do Estado.

(D) O texto I é de caráter ufanista e o texto II fala da piedade que os policiais têm pelas crianças.


10) LEIA O TEXTO

                            A COMPRA DE ARMAS DEVE SER PROIBIDA?

             Estou convencido de que, em benefício da segurança de todo o povo, o comércio de armas deveria ser bastante restringido e rigorosamente controlado. Todos os argumentos usados, pelos meios de comunicação e no Congresso Nacional, em favor da ampla liberdade na venda e compra de armas procuram esconder o verdadeiro e real objetivo, que é o comércio de armas, altamente lucrativo e causa das maiores tragédias sociais e individuais da humanidade. É absolutamente falso dizer que o comércio deve ser livre para dar segurança aos cidadãos honestos, pois quem tem o dever legal de dar segurança ao povo é o governo, que recebe impostos e tem gente treinada para executar essa tarefa, estando realmente preparado para enfrentar criminosos. Se os organismos policiais são deficientes, o caminho é a mobilização de toda a sociedade exigindo eficiência – e não a barbárie da autodefesa, que fatalmente acaba gerando os justiceiros privados, arbitrários e violentos, não trazendo nenhum benefício para os que não têm dinheiro para comprar armas sofisticadas nem vocação para matadores. Não me parece necessário chegar ao extremo da proibição, mas a venda de armas aos cidadãos deveria se restringir a casos excepcionais, definidos em lei.

                                                                                                                                                       Dalmo Dallari – Folha de São Paulo



A tese do texto abaixo é

(A) O comércio de armas deveria ser bastante restringido e rigorosamente controlado.

(B) O comércio deve ser livre para dar segurança aos cidadãos honestos.

(C) O governo tem o dever legal de dar segurança ao povo.

(D) A liberação do comércio de armas gera justiceiros privados arbitrários e violentos.


11) LEIA O TEXTO:



HOJE A NOITE NÃO TEM LUAR

(Renato Russo)

.

Ela passou do meu lado

                                                        "Oi amor" eu lhe falei

                                                       - Você está tão sozinha

Ela então sorriu pra mim

Foi assim que a conheci

 Naquele dia junto ao mar

           As ondas vinham, beijar a praia

          O sol brilhava de tanta emoção

        Um rosto lindo como o verão

                                                            E um beijo aconteceu

Nos encontramos a noite

                                                            Passeamos por ali

                                                           E num lugar escondido

                                                          Outro beijo lhe pedi

                                                          Lua de prata no céu

        O brilho das estrelas no chão

            Tenho certeza que não sonhava

A noite linda continuava

           E a voz tão doce que me falava

O mundo pertence a nós

    E hoje a noite não tem luar

                                                         E eu estou sem ela

Já não sei onde procurar

                                                         Não sei onde ela está

    E hoje a noite não tem luar

                                                         E eu estou sem ela

Já não sei onde procurar

                                                        Onde está meu amor

                                                                                     Fonte: http://letras.terra.com.br/renato-russo/74502/



A letra da música acima constitui um texto narrativo, identifique o trecho que representa o clímax dessa narrativa.

(A) “Ela passou do meu lado (...)”.

(B) “ (...) Ela então sorriu pra mim (...)”

(C) “(...) E um beijo aconteceu (...)”

(D) “(...) outro beijo lhe pedi(...)”



12) LEIA O TEXTO

                                                 O MITO DO AUTOMÓVEL

           O automóvel é o símbolo máximo das sociedades modernas. A demanda de automóveis teve um aumento tão rápido que em apenas algumas décadas transformou a indústria automobilística num dos motores da economia de mercado. Mas isso ocorreu porque os carros satisfazem inúmeras necessidades, anseios e fantasias dos homens e das mulheres de hoje – em especial o sonho da liberdade de movimentos. Qual será o futuro desse fruto do casamento do

sonho com a técnica? Não corremos talvez o risco de ver nossa liberdade de possuir um carro vir a transformar-se em escravidão a esse mesmo carro?

                                                                                                                                   (Correio da Unesco. Fundação Getúlio Vargas)


Observe o trecho: “A demanda de automóveis teve um aumento tão rápido que em apenas algumas décadas transformou a indústria automobilística num dos motores da economia de mercado”. O conector em destaque introduz uma oração que estabelece uma relação de:

(A) comparação.

(B) consequência.

(C) intensidade.

(D) explicação.



13) LEIA O TEXTO:

ARGUMENTO

(Paulinho da Viola)

                                                                  Tá legal,

              Eu aceito o argumento

                                       Mas não me altere o samba tanto assim

                                         Olhe que a rapaziada está sentindo a falta

                                                        De um cavaco, de um pandeiro e de um tamborim.



    Sem preconceito,

           Ou mania de passado,

               Sem querer ficar do lado

                  De quem não quer navegar

                         Faça como o velho marinheiro,

           Que durante o nevoeiro

         Leva o barco devagar.

                                                                                                                             http://letras.terra.com.br/paulinho-da-viola/48050/



Com base na leitura atenta da letra da música, é possível depreender que o autor contra-argumenta com os argumentos

propostos por outra pessoa. Tendo em vista essa informação, indique a opção cujo conteúdo apresente o argumento proposto.

(A) O samba deve ser concebido fora dos moldes do passado.

(B) Deve-se inserir no samba instrumentos musicais tradicionais.

(C) Mudar o samba sem grandes alterações.

(D) Conceber o samba nos moldes tradicionais.





14) LEIA O TEXTO:

                               “SE OS HOMENS SOUBESSEM O VALOR QUE TÊM,

                                AS MULHERES VIVERIAM DE JOELHOS A SEUS PÉS”

                                                                                   CARNEIRO, Agostinho Dias. Texto em Construção: interpretação

                                                                                                                 de texto. 2 ed. São Paulo: Moderna, 1996. p.159.



Identifique o efeito de sentido que a vírgula pode gerar no período abaixo.

(A) O emprego da vírgula gerou uma oração de caráter feminista.

(B) Se deslocarmos a vírgula para depois do vocábulo mulheres a frase torna-se machista.

(C) Se deslocarmos a vírgula para depois do vocábulo mulheres a frase torna-se feminista.

(D) O deslocamento da vírgula não gera mudança de sentido.


15) LEIA O TEXTO:



BRASILEIROS GASTAM CINCO VEZES MAIS ÁGUA QUE O INDICADO PELA     OMS

O brasileiro gasta, em média, cinco vezes mais água do que o volume indicado como suficiente pela Organização Mundial da Saúde – a organização recomenda o consumo diário de 40 litros diários por pessoa, enquanto no Brasil são consumidos 200 litros dia/pessoa, em média. A informação é resultado de uma pesquisa desenvolvida pela H2C Consultoria e Planejamento de Uso Racional da Água. De acordo com a consultoria, faltam políticas globais de incentivo ao uso racional da água e as iniciativas existentes estão sempre voltadas para o aumento da produção de água, e não para a diminuição do consumo. “Até quando vamos deixar as campanhas de uso racional da água nas mãos das concessionárias; isto é contraditório, porque o negócio delas é vender água, assim, quanto maior o consumo e, por decorrência, a venda de água, mais as concessionárias lucram”, destaca Paulo Costa, consultor e especialista em

projetos de Uso Racional da Água.

                                                                                                                     <http://www.ecoterrabrasil.com.br/home/index.php?

                                                                                                                    pg=temas&tipo=temas&cd=1750> (com adaptações)

Em “a organização recomenda o consumo diário de 40 litros diários por pessoa” (L.2), o uso do termo sublinhado indica

(A) ordem.

(B) pedido.

(C) conselho.

(D) solicitação



16) LEIA O TEXTO

            No meio de uma visita de rotina, o presidente daquela enorme empresa chega ao setor de produção e pergunta ao encarregado:

__ Quantos funcionários trabalham neste setor?

Depois de pensar por alguns segundos, o encarregado responde:

__ Mais ou menos a metade!

                                                                                                                                        Jornal Visão de Barão Geraldo, seção “Sorria”.

O humor da anedota abaixo é gerado pelo seguinte fato:

(A) o presidente da empresa não ter formulado bem a pergunta.

(B) o encarregado não ter compreendido teoricamente a pergunta do presidente.

(C) o encarregado não saber com exatidão quantos funcionários trabalham na empresa.

(D) o encarregado omitir a realidade para o presidente.



17) LEIA O TEXTO E RESPONDA AS QUESTÕES 17 E 18.

                                                                 TESTES

            Dia desses resolvi fazer um teste proposto por um site da Internet. O nome do teste era tentador: “O que Freud diria de você”. Uau. Respondi a todas as perguntas e o resultado foi o seguinte: “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os doze anos, depois disso você buscou conhecimento intelectual para seu amadurecimento”.

             Perfeito! Foi exatamente o que aconteceu comigo. Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise, e ele acertou na mosca.

             Estava com tempo sobrando, e curiosidade é algo que não me falta, então resolvi voltar ao teste e responder tudo diferente do que havia respondido antes. Marquei umas alternativas esdrúxulas, que nada tinham a ver com minha personalidade. E fui conferir o resultado, que dizia o seguinte: “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os 12 anos, depois disso você buscou conhecimento intelectual para seu amadurecimento”.

                                                                                                        MEDEIROS, M. Doidas e santas. Porto Alegre, 2008 (adaptado).


Identifique a passagem do texto abaixo que contenha alguma marca linguística cujo conteúdo denuncie que o narrador pertence

ao gênero feminino.

(A) “Dia desses resolvi fazer um teste proposto por um site da Internet”.

(B) “Respondi a todas as perguntas(...)”

(C) “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os doze anos(...)”

(D) “Estava com tempo sobrando, e curiosidade é algo que não me falta, (...)”



18) Do texto acima, deduz-se que

(A) os testes propostos por sites da Internet são confiáveis.

(B) os testes propostos por sites da Internet apresentam resultados generalizantes.

(C) os resultados dos testes não correspondem às perspectivas das pessoas.

(D) os resultados dos testes da Internet afirmam que os indivíduos são seres únicos.


19) LEIA O TEXTO:




Em relação à charge abaixo, infere-se que a tese do filho em relação ao casamento é:

(A) O casamento é uma instituição sólida e duradoura.

(B) As pessoas devem casar-se na adolescência.

(C) Casar-se cedo é cometer um ato de loucura.

(D) O casamento é efêmero

20) LEIA O TEXTO:

                                            O LAZER DA FORMIGA

         A formiga entrou no cinema porque achou a porta aberta e ninguém lhe pediu bilhete de entrada. Até aí, nada demais, porque não é costume exibir bilhete de entrada a formigas. Elas gozam de certos privilégios, sem abusar deles.

         O filme estava no meio. A formiga pensou em solicitar ao gerente que fosse interrompida a projeção para recomeçar do princípio, já que ela não estava entendendo nada; o filme era triste, e os anúncios falavam de comédia. Desistiu da idéia; talvez o cômico estivesse nisso mesmo.

         A jovem sentada à sua esquerda fazia ruído ao comer pipoca, mas era uma boa alma e ofereceu pipoca à formiga. __ Obrigada, respondeu esta, estou de luto recente. __ Compreendo, disse a moça, ultimamente há muitas razões para não comer pipoca.

        A formiga não estava disposta a conversar, e mudou de poltrona. Antes não o fizesse.

Ficou ao lado de um senhor que coleciona formigas, e que sentiu, pelo cheiro, a raridade de sua espécie.  Você será a 70001 de minha coleção, disse ele, esfregando as mãos de contente. E abrindo uma caixinha de rapé, colocou dentro a formiga, fechou a caixinha e saiu do cinema.

                                                                                                                            Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis.

 Marque a opção cujo conteúdo expresse o fato representante da complicação da narrativa:

(A) “A formiga entrou no cinema porque achou a porta aberta(...)”

(B) “A formiga pensou em solicitar ao gerente que fosse interrompida a projeção.”

(C)”A formiga não estava disposta a conversar, e mudou de poltrona.”

(D) “Ficou ao lado de um senhor que coleciona formigas, (...)”



                                                    GABARITO
QUESTÃO
GABARITO
DESCRITOR
1
C
D1
2
A
D6
3
B
D3
4
C
D4
5
C
D14
6
A
D5
7
A
D12
8
B
D20
9
C
D21
10
A
D7
11
C
D10
12
B
D15
13
A
D8
14
C
D17
15
C
D18
16
B
D16
17
C
D13
18
B
D4
19
D
D7
20
C
D10



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Diagnóstico 8 ano de Língua Portuguesa


                                   LIBERDADE
                Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se tem levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e felicidade.
               Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade!”; nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil!”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria...” – em certo instante.
          Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.
                Ser livre – como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado – é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)
                Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.
                Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)
                Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!...
                Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
                E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos!...
                São essas coisas tristes que contornam sobriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor as suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
                 Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos – linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...
                        MEIRELLES, Cecília. Escolha o seu sonho: crônicas. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. .


01. O texto afirma que

(A) a escravidão depende das escolhas das pessoas.
(B) a liberdade de um acaba onde começa a liberdade de outrem.
(C) as criaturas combatem a liberdade com entusiasmo juvenil.
(D) os sentimentos sombrios deslumbram a liberdade.


02. O resultado de ser livre é

(A) ampliar a órbita da vida.
(B) cantar a liberdade como nossos avós.
(C) viver sem sonhar.
(D) viver sem qualquer obrigação.

03. A liberdade é tão fundamental ao homem que

(A) certamente se prefere a morte à liberdade.
(B) com liberdade tudo se consegue na vida.
(C) onde não há liberdade não há pátria.
(D) sem liberdade não se constrói coisa alguma.

04. Em “Ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado (....)”, os termos destacados se referem a pessoas que
(A) comportam-se de forma imprevisível.
(B) desobeem às regras e às convenções. .
(C) fazem só o que os outros lhes determinam
(D) sabem muito bem o que devem realizar.

05. No segundo parágrafo do texto, entende-se que a Liberdade é
 (A) a inspiração para cantos antigos e
(B) o bem mais precioso do homem.
(C) um bem esquecido por nossos parentes.
 (D) uma luta que, às vezes, vale a pena travar.

06.A questão central tratada no texto é
.
(A) a emoção dos antepassadas.
(B) a felicidade das pessoas
(C) a liberdade humana.
(D ) o combate à escravidão.

MINHAS FILHAS

Minhas filhas eu vejo que são três
                                        E cada qual é da beleza irmã,
   Se eu quero Lúcia, muito quero Inês
  Vendo a meiguice da primeira filha,



Vendo a meiguice da primeira filha
                 Vejo a segunda que me prende e encantada,
  A mesma estrela que reluz e brilha,
       Se olho a terceira, vejo a mesma santa

Se a cada uma com fervor venero,
                                       Fico confuso sem saber das três
      Qual a mais linda e qual mais eu quero
     Se  é Miriam, se é Lúcia ou se é Inês.

             E já velho, a pensar de quando em quando
                                       Que brevemente voltarei ao pó,
                                       Eu sou feliz e morrerei pensando
      Que as três filhas que tenho é uma só.

tPATATIVA DO ASSARÉ. Antologia Poética. 4.ed. rev. Fortaleza: Demócrito Rocha, 2004. p.233. 7.

07. Para o velho, a primeira filha se destaca pela
(A) beleza.
(B) comportamento
(C) meiguice.
(D ) Obediência

08.Ao dizer “brevemente voltarei ao pó”, o velho revela que
(A) reconhece que seu fim está próximo.
(B) sabe das dificuldades da sua sobrevivência
(C) sente necessidade de se afastar de casa
(D ) Vai percorrer estradas empoeiradas

09. “Minhas filhas” é um poema porque está organizado em
(A) orações e versos.
(B) versos e estrofes.
(C) parágrafos e estrofes.
(D) períodos e parágrafos.


                                 O MAIOR TATU DO MUNDO
             Brincar de esconde-esconde é divertido. Agora, se o tatu-canastra resolve participar da brincadeira, fica difícil competir com ele. Ele é o maior tatu do mundo atualmente. Mede, aproximadamente, um metro e meio de comprimento e pesa cerca de 40 quilos. Seria fácil encontrá-lo, se as suas tocas (ou abrigos) não fossem tão grandes: elas chegam a medir mais de cinco metros de extensão, e o Priodontes maximus pode ficar lá escondido por mais de quinze dias. Será que alguém consegue esperar tanto tempo assim para ver o tatu-canastra? Pois, para observar e estudar essa espécie, os pesquisadores esperam até mais, se for preciso.
Normalmente, o tatu-canastra escolhe ninhos abandonados de cupins ou de formigas para construir a sua toca. As suas unhas enormes e curvas – que podem medir até 20 centímetros – fazem dele um ótimo cavador. Para quebrar o ninho de animais, como as formigas e os cupins, e alimentar-se, essa espécie de tatu usa a sua língua comprida. Seu prato preferido são insetos, mas, também, come aranhas, pequenas cobras, vermes e larvas. Tudo isso é mastigado com o auxílio dos seus 80 pequenos dentes.
             Como a maioria das 20 espécies de tatus que existem, o tatu-canastra tem o corpo coberto de placas ósseas, como se fosse uma armadura, e possui pou
cos pêlos.
             O Priodontes maximus é um animal solitário. Gosta de sair à noite para procurar alimento e namorar. Essa espécie pode ter até dois filhotes por cria.      
            Quando é incomodado, o tatu-canastra deita-se no chão com a barriga para cima e tenta se defender com as patas anteriores. Para escapar do perigo, é capaz de se enterrar em poucos minutos.
             Devido ao desmatamento, ao desenvolvimento das plantações e criações de gado, o habitat do tatu-canastra, bem como de muitos outros animais, vem sendo reduzido. A caça ao animal, que tem uma quantidade de carne abundante, também contribui para diminuir suas populações. Os seringueiros da Amazônia costumam até dizer que comer carne desse tatu dá azar! Só se for para o próprio, não é mesmo?
            Para evitar a extinção do tatu-canastra, é preciso proteger os ambientes em que ele vive e, também, realizar estudos para se conhecerem melhor os hábitos dessa espécie brasileira.
BOCCHIGLIERI, Adriana; REIS, Marcelo Lima. O maior tatu do mundo.
Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, ano 18, n.161, set. 2005.
12. Em geral, o tatu-canastra
(A) aumenta a sua população constantemente.
(B) é o maior animal da sua espécie atualmente.
(C) é um animal de hábitos diurnos por excelência.
(D) gosta de viver em grupos de animais silvestres.

13. Em “Seria fácil encontrá-lo (parágrafo 1), o termo destacado se refere
(A) a qualquer tatu.
(B) ao abrigo do tatu.
(C) ao predador do tatu.
(D) ao tatu-canastra.

14. Depois de os cupins e as formigas abandonarem seus ninhos, o tatu-canastra
(A) amplia-os para criar todos os seus filhotes.
(B) destrói-os para defender-se. s.
(C) diminui-os para torná-los mais aconchegante
(D) escolhe-os para fazer deles a sua moradia.

15. Uma das conseqüências do desmatamento é a redução do
 (A) habitat de muitos animais silvestres.
(B) número de filhotes do tatu-canastra.
(C) ciclo de vida das espécies inferiores.
(D) interesse pela vida de animais menores.

16.A linguagem empregada no texto é
 (A) clara e objetiva. a.
(B) coloquial e mal-humorada.
(C) formal e ultrapassa
(d) literária e cuidada.

17. O texto trata, especialmente,
(A) das preferências alimentares do tatu-canastra.
(B) do aumento da população do tatu-canastra na Amazônia.
(C) do habitat preferencial e dos hábitos alimentares do tatu-canastra.
(D) dos hábitos e dos perigos para a espécie do tatu-canastra.

.
CÃES E GATOS SUPERAM O NÚMERO DE FILHOS
Custo para criar uma criança faz com que famílias optem por animais.

        July, Princesa, Bingo, Laica, Negão, Nana e Lua são os “filhos mais novos” da motorista de transporte escolar Roseli de Souza Almeida, 47. Como muitas mães paulistanas, Roseli parou de ter filhos na década de 90 e, desde então, não pára de criar cachorros. “Depois que a gente tem filho, vê como é bom ter cachorro”, conta. A mais nova, Lua, tem apenas um ano e meio.
        Seus dois filhos, Nathália, 17, e Rafael, 20, gostam das companhias e ajudam a mãe a cuidar dos sete animais. “Eles sempre estão do seu lado. Se você fica triste, eles percebem e ficam perto; se você chega tarde, eles o recebem abanando o rabo”, afirma Roseli.
         Ela conta que não teve mais filhos por conta das altas despesas e da dificuldade que há em educar uma criança. Questionada se tem vontade de criar mais cachorros, Roseli diz que sim caso tivesse mais espaço em casa. Já filhos, “iria pensar muito”, responde.
         São muitas as famílias que possuem mais cães que filhos em São Paulo. Em alguns bairros, a impressão é de que o número de cachorros e gatos já ultrapassa o de crianças. Esse, no entanto, é um cálculo difícil de fazer porque nem todos os animais domésticos possuem o Registro Geral do Animal (RGA), feito pelo Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura. Segundo Elizabete Aparecida da Silva, veterinária do Centro de Controle e Zoonoses, o número de RGAs é de 329 mil.
        Ela afirma, no entanto, que a estimativa é de que haja um cão para cada sete habitantes, e um gato para cada 46 habitantes em São Paulo. Se essa estimativa estiver correta, trata-se de uma população de 1,5 milhão de cães e de 297 mil gatos em 2004.
        Na casa da artista visual Andrea Costrakazawa, 34, ela, seu marido e a sua única filha, de 10 anos, dividem o espaço com dois cachorros e três gatos. Já a jornalista Mari Maellaro, 37, tem dois filhos e quatro cachorros e pretende aumentar a família canina. “Cachorro é mais fácil de cuidar do que de filho. Não se tem que pagar escola nem roupa, nem vai para balada e volta tarde.”
CÃES e gatos superam o número de filhos. Folha de São Paulo,
São Paulo, 4 set. 2005. p.C7.
18. Muitas famílias paulistas, hoje em dia, preferem
(A) cachorros a filhos.
(B) crianças a gatos.
(C) filhos a cachorros.
(D) pessoas a animais.

19. Em “Se essa estimativa estiver correta (....)”, a expressão destacada se refere à
(A) preferência dos paulistas por famílias numerosas.
(B) proporção entre cães, gatos e habitantes em São Paulo.
(C) quantidade de filhos das famílias paulistanas.
(D) população de cachorros em São Paulo.
20. Segundo a declaração de Roseli Almeida, só se fica sabendo “como é bom ter cachorros”
(A) antes de nascerem os filhos.
(B) depois que a gente tem filhos.
(C) enquanto os filhos são bebês.
(D) quando os filhos vão para escola.
 21. A jornalista Mari Maellaro é de opinião que é mais fácil cuidar de cachorro do que de filho” porque os cães
.
(A) aumentam de número de uma hora para o.
(B) convivem bastante bem com as pessoas.
(C) economizam com roupas e com escola
(D) são muito fáceis de registrar no RGA.



                                       ZIRALDO. O Menino Maluquinho. O Globo, Rio de Janeiro, 3 set. 2005. Globinho
22. O pai de Maluquinho
(A) decidiu não comparecer ao trabalho naquele dia.
(B) interessou-se pelas informações recebidas sobre as suas coisas.
(C) resolveu participar da brincadeira do filho.
(D) zangou-se muitíssimo com as travessuras do menino.

23. Maluquinho declarou que “agora ia ser domador” porque percebeu que
(A) a doma traria mais emoção ao espetáculo.
(B) a platéia aprecia um número de doma.
(C) o pai estava uma fera com ele.
(D) um circo sempre precisa de um domador.



24. Ao ser perguntado “qual vai ser o próximo número?”, faz-se referência
(A) à próxima encenação que será feita para os amigos. .
(B) à quantidade de objetos que o menino vai retirar da cartola
(C) à quantidade de coisas que o menino pegara sem licença.
(D) a um possível sorteio entre os amigos da platéia.

25. No 6o quadrinho, o tipo de letra usada no balão indica
 (A) o grito do pai do Menino Maluquinho.
(B) a surpresa do pai do Menino Maluquinho.
(C) o ódio do pai do Menino Maluquinho.
(D) a compreensão do pai do Menino Maluquinho.

26. Pela leitura da tira, percebe-se que Maluquinho é um menino
(A) alegre e estudioso.
(B) esperto e comportado. .
(C) inquieto e insatisfeito.
(D) levado e criativo.







I GINCANA INTERATIVA DESCRITORES SPAECE

  D3 - Quiz por descritor - Port. 9° Ano D3: PORTUGUÊS - 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL D3: Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. 01 (...