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domingo, 9 de novembro de 2014

Educação Ambiental no Projovem Campo

          Existe alguns programas que trabalham com o eixo agricultura familiar, no caso temos o PROJOVEM CAMPO – SABERES DA TERRA. O Projovem Campo – Saberes da Terra tem por objetivo a elevação da escolaridade e a qualificação profissional e social de jovens agricultores familiares, segundo o art. 3º da Lei nº 11.326/2006, entre 18 e 29 anos, que saibam ler e escrever, mas não tenham concluído o ensino fundamental.
          O Programa visa promover ações educacionais e de cidadania voltadas a jovens que, por diferentes fatores, foram excluídos do processo educacional, de modo a reduzir situações de risco,  desigualdade, discriminação e outras vulnerabilidades sociais, fomentando a participação social e cidadã, favorecendo a permanência e a sucessão dos jovens na agricultura familiar.

Já trabalhei com o programa, muito bom e relevante para os alunos da Zona rural, é utilizado a pedagogia da alternância, atividades escolares e tempo comunidade... Gostaria de compartilhar com vocês algumas fotos de uma visita que realizei ao Acentamento Varsea do Mundaú em Trairí-CE





TURMA DE PROFESSORES DE SAÍDA DE ITAPIPOCA-CE, para o Acentamento Varsea do Mundaú em Trairí-CE




Roda de conversas sobre a agricultura familiar



Visita aos quintais produtivos







Visita realizada em JANEIRO DE 2014.

Obrigado a todos pela visita!!

sábado, 4 de outubro de 2014

PROJETO: O ENSINO DE HISTÓRIA E O TRABALHO INFANTIL COM A INCLUSÃO DO USO DO COMPUTADOR NO AUXILIO DE PESQUISA DE CAMPO.



UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO CEARÁ-UFC
CURSO: Informática Educativa         AULA: 02






ATIVIDADE DE PORTFÓLIO 2: PROJETO PEDAGÓGICO INTERVENTIVO NA ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS - HISTÓRIA







JOÃO BATISTA DA SILVA













MORRINOS-CE
2014






UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO CEARÁ-UFC
CURSO: Informática Educativa         AULA: 02






ATIVIDADE DE PORTFÓLIO 2: PROJETO PEDAGÓGICO INTERVENTIVO NA ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS - HISTÓRIA





Atividade apresentada a aula 02, do Curso de Formação em Informática Educativa pela Universidade Federal do Estado do Ceará-UFC, sob a orientação da Profª Esp. Betânia Tenório Soares da Rocha.











MORRINOS-CE
2014





PROJETO: O ENSINO DE HISTÓRIA E O TRABALHO INFANTIL COM A INCLUSÃO DO USO DO COMPUTADOR NO AUXILIO DE PESQUISA DE CAMPO.

1.1  OBJETIVO GERAL
Fazer com que os alunos  percebam que, via de regra, os pais, e principalmente os avós, começaram a trabalhar cedo, não tiveram outras oportunidades e, talvez por isso, não compreendam totalmente a legislação atual, que define que adolescentes só podem trabalhar após os 16 anos, salvo na condição de aprendiz, dos 14 aos 16 anos, desde que respeitados os parâmetros da lei federal 10.097 de dezembro de 2000.
1.2  OBJETIVO ESPECIFICOS
Ø  Divulgar  informações e orientações sobre o trabalho infantil através de roda de conversa e trocas de experiências.
Ø  Apresentar aulas expositivas sobre o respectivo assunto através de aulas exploratórias  e levantamento de conhecimentos prévios dos alunos.
Ø  Conduzir uma pesquisa e/ou entrevista sobre o trabalho infantil entre os alunos.
Ø  .Apresentar os dados da pesquisa aos alunos.

1.3  JUSTIFICATIVA
              O trabalho infantil é um problema social que afeta milhões de crianças e adolescentes no Brasil e no mundo. De acordo com os dados divulgados pela OIT2, ainda existem cerca de 215 milhões de crianças e adolescentes exploradas no trabalho precoce no mundo, sendo que mais da metade desses trabalhadores infantis estão nas chamadas ‘piores formas de trabalho infantil’3.
              No Brasil, apesar da redução verificada nos últimos anos, ainda existem 3,4 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos em situação de trabalho, o que equivale a 12,4% do total de crianças e adolescentes existentes nessa faixa etária. Somente na faixa dos 10 aos 13 anos foram constadas 710 mil crianças e adolescente trabalhando, número superior ao verificado em 2000. Em pelo menos 59 municípios brasileiros, o número de crianças e adolescentes que trabalham é maior do que o número dos que não trabalham4.
              Além da quantidade, outro aspecto que preocupa é o das condições de trabalho a que estão submetidos os trabalhadores infantis. Muitas crianças exercem atividades proibidas até mesmo para os adultos, como a exploração sexual, o tráfico de drogas, o trabalho análogo ao de escravo, dentre outras atividades ilícitas5. Um grande contingente dos pequenos trabalhadores realiza atividades insalubres e perigosas, a exemplo do trabalho nas ruas, lixões, pedreiras, carvoarias, dentre outras atividades exercidas em condições degradantes. Mais de 90% dos adolescentes que trabalham não tem carteira assinada, e cerca de 25% estão fora da escola, pois não conseguem conciliar a exaustiva jornada de trabalho com as atividades escolares.
              Diante desses dados a expectativa do projeto é que os alunos consigam perceber que, via de regra, os pais, e principalmente os avós, começaram a trabalhar cedo, não tiveram outras oportunidades e, talvez por isso, não compreendam totalmente a legislação atual, que define que adolescentes só podem trabalhar após os 16 anos, salvo na condição de aprendiz, dos 14 aos 16 anos, desde que respeitados os parâmetros da Lei Federal 10.097 de dezembro de 2000.
              Assim poderemos traçar algum tipo de paralelo entre as questões históricas do passado e a opinião dos pais e/ou avós dos alunos. A sugestão é que os alunos entrevistem os pais ou avós sobre a idade em que começaram a trabalhar, o que acharam de começar a trabalhar nesta idade, e com qual idade acham que está correto as crianças ou adolescentes iniciarem a vida de trabalho.
1.4  METODOLOGIA
Ø  Propor roda de conversa sobre o trabalho infantil.
Ø  Apresentar aulas expositivas sobre a concepção de trabalho infantil.
Ø  Sugerir aos seus alunos que entrevistem seus pais e avós, com base em algumas questões relacionadas ao trabalho infantil.
Ø  Explique a eles que estas entrevistas servirão como base para uma discussão posterior sobre este problema que envolve milhões de crianças e adolescente no mundo e no Brasil.
Ø  Desenvolvimento de perguntas a serem feitas com os alunos em equipes, ou aprovar, com eles.
Ø  Reproduzir as perguntas na sala de multimídia da escola ou pedir que anotem em seus cadernos,
Ø   Recolher os resultados e, com base neles, utilizando o Excel disponibilizado pelo professor, construir alguns gráficos, que ajudem a visualizar os resultados construindo  os gráficos com os próprios alunos. Apresentar os resultados para a turma. Os gráficos e as perguntas abertas, ou uma seleção deles, no quadro, em cartazes ou por outro meio qualquer, no caso temos a sugestão do Datashow.
Ø   Organizar uma discussão sobre os resultados de acordo com o perfil de sua turma (subgrupos etc.).
Ø  Compartilhar (se desejar), no blog construído a partir das orientações do curso Informática Educativa ou postar já no seu blog existente, caso você já tenha um, quais foram os resultados, as dificuldades e/ou outras informações importantes sobre a atividade.

1.5  PÚBLICO ALVO

Alunos do 5 ano do Ensino Fundamental I. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A ESCOLA NO COMBATE AO TRABALHO INFANTIL: INSCRIÇÕES ABERTAS

Prezados(as) Parceiros(as),
Estão abertas as incrições para mais uma edição do Curso A Escola no Combate ao Trabalho Infantil, promovido pela Fundação Telefônica Vivo. 
O curso, totalmente online e gratuito, é oferecido aos educadores das escolas brasileiras. O foco da capacitação é informar, formar e mobilizar educadores, alunos e comunidades para que atuem no combate ao trabalho infantil em nosso país, tanto em ações diretas, quanto na formação de uma cultura de direitos em que o trabalho infantil não seja aceito como natural e positivo.
Com três meses de duração e 60 horas de carga horária, conta com vídeo aulas gravadas por grandes especialistas em direitos e deveres de crianças e adolescentes, parte deles, inclusive, redatores do ECA. 
Aqueles que completarem os seis módulos do curso receberão certificado emitido pela Faculdade FIA de Administração e Negócios.
A formação se inicia em 19 de agosto próximo, e as inscrições estão abertas. A disponibilidade de vagas depende de cada região do país.
Para se inscrever clique no link abaixo, ou copie o mesmo e cole na barra de endereços do programa que usa para acessar a internet.
Caso você esteja inscrito na Rede Promenino, será solicitada a sua senha nesta rede. Caso não se lembre dela, clique em “Esqueci minha senha”, e a receberá pelo seu e-mail.
FIQUE ATENTO: os selecionados receberão um e-mail confirmando a matrícula entre 1 e 10 de agosto.
Importante: são necessárias, em média, 4 horas semanais de dedicação ao curso. Somente solicite a sua inscrição se você realmente tiver condições de realizá-lo. Muitos educadores de todo o Brasil estão interessados e o número de vagas é insuficiente para atender a todos.
Veja mais detalhes sobre o curso no hotsite do projeto http://www.promenino.org.br/Cursos/a-escola-no-combate-ao-trabalho-infantil-ecti.
Para qualquer dúvida, utilize SOMENTE o e-mail do curso: ecti6@promenino.org.br Nossa equipe está à disposição para ajuda-lo(a).
Ex-alunos que não concluíram o curso podem se inscrever e fazê-lo novamente.
Ajude-nos a divulgar o curso compartilhando este convite com seus amigos educadores e em suas redes sociais. Desde já, muito obrigado.
Antonio de Oliveira Lima
Procurador-Chefe do MPT no Ceará
Gerente Nacional do Projeto MPT na Escola/Peteca
Moderador do Curso a Escola no Combate ao Trabalho Infantil


Aproveitem amigos, o curso parece ser bom viu!!!

Fonte// http://peteca2008.blogspot.com.br/2014/07/a-escola-no-combate-ao-trabalho.html?spref=bl

domingo, 15 de dezembro de 2013

Como fazer observação de sala de aula

Entrar na classe para analisar as interações entre os alunos e o professor requer planejamento e quebra de resistência


O papel da coordenação pedagógica é melhorar a prática docente na formação continuada na escola. E, para saber das necessidades da equipe para ensinar melhor, quem exerce essa função tem inúmeros recursos, como analisar o planejamento das atividades, as produções dos alunos e o resultado das avaliações. Contudo, existe uma ferramenta que vai direto ao ponto e permite um conhecimento mais estreito dos problemas didáticos: é a observação feita na sala de aula.

O objetivo dessa ferramenta de formação é analisar as interações que são construídas entre o professor, os estudantes e os conteúdos trabalhados (leia uma sugestão de pauta na última página). Muitas vezes, o próprio docente não percebe que uma pequena mudança em sua prática pode levar a resultados mais positivos - e uma pessoa de fora tem mais facilidade para apontar um caminho. Nesta reportagem, você, coordenador pedagógico, vai saber como romper eventuais barreiras para usar a observação da sala de aula como uma ferramenta formativa.

Como dar os primeiros passos e quebrar resistências

A ideia é simples: você entra na classe, assiste a uma aula, faz anotações e, com base nelas, tem mais segurança para planejar os encontros de formação e orientar os professores, certo? Certo. Só que não é tão simples assim: alguns docentes sentem seu espaço invadido com a presença de um observador.

É preciso criar um clima e uma cultura em que a parceria no desenvolvimento profissional esteja acima de melindres pessoais.

Para quem está iniciando na função de coordenador ou chegando a uma escola em que não existe essa prática, é um pouco mais complicado. O primeiro passo é conversar com toda a equipe nos encontros coletivos, esclarecendo que os principais objetivos são: montar a pauta de formação continuada com base nas necessidades de ensino e conhecer bons exemplos de prática didática que mereçam ser compartilhados com a equipe (sim, às vezes elas ficam restritas a uma só sala de aula, quando poderiam ser divulgadas e ajudar outros alunos a aprender).

Por isso, é bom consultar cada um dos professores para ver se eles topam receber você. Mesmo quando todos estão acostumados a essa rotina, é importante avisar o professor quando a visita será realizada, como faz a coordenadora pedagógica Márcia Regina Schiavetto, do CE Sesi 146, em Matão, a 350 quilômetros de São Paulo (leia o quadro abaixo).

Envolver os professores na elaboração da pauta também pode ser um procedimento útil para quebrar resistências, pois eles mesmos podem indicar em que pontos necessitam de ajuda e de soluções didáticas. É assim que trabalha a coordenadora pedagógica Juliana de Mattos Parreira, da EEI Espaço Nossa Casa, na capital paulista (leia o quadro Em busca de potencialidades).
Compromisso formativo
Foto: Marina Piedade
NA DEVOLUTIVA Márcia Schiavetto, de Matão, traça com os docentes  o plano de formação.  Fotos: Marina Piedade
Ao passar pela secretaria da escola, os professores de Ensino Fundamental II e Ensino Médio do Centro Educacional Sesi 146, em Matão, a 350 quilômetros de São Paulo, dão uma paradinha para ver quando a coordenadora Márcia Regina Schiavetto vai às salas de aula. O cronograma mensal de observação fica disponível no quadro de recados. Os docentes têm acesso também à planilha de observação que ela usa. Para diminuir a ansiedade, ao terminar cada observação, ela conversa com os docentes, mas a verdadeira devolutiva vem depois da análise que ela faz do que viu e dos outros registros do professor. No fim, cada docente recebe um relatório no qual há um espaço para que ele se manifeste. "No segundo encontro individual, conversamos novamente sobre a prática dele, dou orientações teóricas e traçamos um planejamento, que fica registrado no relatório como um compromisso formativo entre nós", diz a coordenadora.


Atenção à postura dentro da sala de aula

Alguns detalhes vão ajudar você a não ser invasivo no momento da observação. O primeiro deles é lembrar que aquele espaço é do professor. Por isso, procure sentar-se no fundo da sala ou nas laterais, manter a menor interação possível com os alunos e nunca interferir na fala do docente.

Mesmo que a pauta tenha sido discutida e fechada previamente, uma vez na sala é preciso analisar todas as interações e estar aberto para se surpreender com situações que não esperava encontrar - que podem, inclusive, ser extremamente positivas.

O que é observado deve ser apenas anotado nesse momento. Durante e após a observação, você vai construindo hipóteses sobre as interações que dão certo e as que precisam de ajustes - e essa será a base do registro e da conversa posterior com o professor.

Devolutivas consistentes apontam caminhos

O trabalho de observação não termina quando o coordenador sai da sala de aula. Ao contrário. Talvez a parte mais importante venha a seguir: a conversa com o professor. Tire uma cópia das anotações feitas e entregue a ele antes da devolutiva para que possa se preparar para a conversa, que deve ser sempre individual e, no máximo, uma semana após a data da observação. Inicie o bate-papo citando tudo de positivo que você viu, demonstrando com isso que reconhece o bom trabalho feito. Em seguida, trate dos pontos que precisam ser melhorados.

Um procedimento que sempre enriquece esse debate é a apresentação do embasamento teórico (para dar consistência às observações e à apresentação de sugestões para a mudança da prática). Não se esqueça de ouvir o professor, que certamente vai expor as dificuldades que encontra e as necessidades que ele tem para colocar em uso as propostas feitas por você.

"Todo processo formativo é sempre conflituoso. O coordenador só conquista o respeito do grupo quando o docente percebe que as devolutivas têm resultados positivos na maneira de ensinar e, consequentemente, no desempenho dos alunos", afirma Fátima Camargo, mestre em Didática pela Universidade de São Paulo (USP) e consultora pedagógica.

O resultado final desse processo deve ser um planejamento de formação para o professor e para toda a equipe docente. Acreditar nessa perspectiva pressupõe encarar o educador como um profissional capaz de construir as próprias estratégias de ensino com base na reflexão sobre a prática.
Em busca de potencialidades
Foto: Marina Piedade
PAUTA CONJUNTA Juliana Parreira, de São Paulo, escolhe o que vai ser observado junto com o professor
Na entrada da favela de Paraisópolis, em São Paulo, a EEI Espaço Nossa Casa atende 120 crianças da comunidade local. Professora por sete anos, a coordenadora Juliana Parreira assumiu a nova função há quatro. No começo, entrava nas salas sem avisar. "Mas me lembrei de quando era professora e quanto era difícil ter na classe alguém analisando meu trabalho." Hoje ela combina com os docentes todas as visitas e as pautas são discutidas e compartilhadas nos encontros semanais de formação. Muitas vezes, são os professores que pedem à coordenadora ajuda para melhorar em determinados pontos. "A observação não é inimiga do professor, mas uma forma de valorizar o trabalho dele. Ao observar, busco tanto o que está bom e pode ser disseminado quanto o que pode ser aprimorado. Na devolutiva, é fundamental se apoiar na teoria e se colocar também como aprendiz no processo formativo", finaliza Juliana.




O que observar

Durante a observação em sala de aula, é preciso verificar como se desenvolvem as interações entre professores, alunos e conteúdos e de que forma elas podem se tornar tema da formação continuada na escola. Abaixo estão algumas questões que podem servir de roteiro para essa prática. Relacione as frases com destaque colorido com as explicações nos tópicos abaixo do quadro.
Pauta de observação de sala de aula
Nome do professor ___________________________
Disciplina ___________________________
Conteúdo da aula ___________________________
Data da observação ___________________________


1. A interação entre os alunos e o conteúdo
- O conteúdo é adequado às necessidades de aprendizagem da turma?
- As atividades e os problemas propostos são desafiadores e proveitosos para todos os alunos ou para alguns foi muito fácil e, para outros, muito difícil?
- Há a retomada de conhecimentos trabalhados em aulas anteriores como um ponto de partida para facilitar novas aprendizagens ou as atividades apenas colocam em jogo o que já é conhecido pela turma?
- Os recursos utilizados são adequados ao conteúdo?
- Como está organizado o tempo da aula? Foram reservados períodos de duração suficiente para os alunos fazerem anotações, exporem as dúvidas, debaterem e resolverem problemas?

2. A interação entre o professor e os alunos
- Os objetivos de aprendizagem de curto e longo prazos dos conteúdos em questão estão claros para a turma?
- As propostas de atividades foram entendidas por todos? Seria necessário o professor explicar outra vez e de outra maneira? As informações dadas por ele são suficientes para promover o avanço do grupo?
- As intervenções são feitas no momento certo e contêm informações que ajudam os alunos a refletir?
- O professor aguarda os alunos terminarem o raciocínio ou demonstra ansiedade para dar as respostas finais, impedindo a evolução do pensamento?
- As hipóteses e os erros que surgem são levados em consideração para a elaboração de novos problemas?
- As dúvidas individuais são socializadas e usadas como oportunidades de aprendizagem para toda a turma?

3. A interação dos alunos com os colegas 
- Os alunos se sentem à vontade para colocar suas hipóteses e opiniões na discussão?
- Nas atividades em dupla ou em grupo, há uma troca produtiva entre os alunos?
- Com que critérios a classe é organizada?
- Os alunos escutam uns aos outros?

Para pensar em novas abordagens Problemas adequados são os que representam um desafio possível. Ou seja, não podem ser tão fáceis a ponto de serem solucionados sem esforço nem tão difíceis que se tornem desestimulantes. Quando 80% da turma acerta sem dificuldade as questões propostas, é hora de lançar novos desafios. Se mais da metade não encontra solução, é preciso orientar o professor para que ele tente novas abordagens e ajudá-lo a diversificar as atividades.

Como usar bem o material pedagógico 
Mapas, slides, ilustrações, fotos e vídeos precisam ser adequados ao conteúdo trabalhado, utilizados em momentos certos e ter qualidade técnica. Quando alguma dessas coisas não acontece, busque com o professor novas ferramentas ou indique maneiras mais eficientes de usar as já disponibilizadas pela escola. No caso de recursos tecnológicos, é sempre recomendável testá-los antes da aula.

Em busca de clareza e objetividade
Muitas dificuldades que aparecem durante os momentos de aprendizagem têm origem em uma proposta confusa, mal elaborada ou comunicada de forma ineficiente. Durante a observação, anote as falas do professor para posteriormente discutir a clareza e a pertinência das propostas. Para torná-las mais claras, geralmente são necessárias mudanças simples, como a substituição das palavras difíceis.

Fazer do erro uma oportunidade de ensinar 
Durante a observação, anote os erros e as dúvidas apresentados pelos alunos e verifique se o professor consegue fazer com que as dificuldades individuais sejam oportunidades de avanço para todo o grupo. Os erros e as intervenções dos professores também podem ser registrados para a tematização da prática durante os encontros coletivos e os individuais.

Ajuda na formação de grupos É preciso observar se as duplas ou os grupos foram formados aleatória ou intencionalmente. A escolha dos pares precisa ser planejada e a formação vai variar de acordo com os conteúdos. Ao perceber que um agrupamento não é produtivo, analise com o professor o perfil dos alunos e ajude a montar outros mais eficazes.

Para cada situação, um grupo

Ao perceber uma inadequação entre a organização da sala e o conteúdo, você pode indicar, na devolutiva, outras formas de dispor os alunos. Em roda, em duplas, trios ou quartetos. A forma como a turma trabalha deve estar relacionada aos objetivos pedagógicos. Geralmente, grupos grandes servem para socializar estratégias, mas não para trocar informações. Já quando o objetivo é colocar os conhecimentos de cada aluno em jogo, o melhor são as atividades individuais.



Publicado em GESTAO ESCOLAR, Edição 008, JUNHO/JULHO 2010. Título original: Uma ferramenta para melhorar a prática docente

sábado, 14 de dezembro de 2013

Coordenador pedagógico: um profissional em busca de identidade

Pesquisa da FVC conclui que a formação de professores começa a ser o foco da atuação do coordenador, mas ele ainda sofre com a falta de apoio.

Foto: Omar Paixão
Em algumas redes de ensino, ele é chamado de orientador, supervisor ou, simplesmente, pedagogo. Em outras, de coordenador pedagógico, que é como GESTÃO ESCOLAR sempre se refere ao profissional responsável pela formação da equipe docente nas escolas. Nas unidades que contam com sua presença, ele faz parte da equipe gestora e é o braço direito do diretor. Num passado não muito remoto, essa figura nem sequer existia. Começou a aparecer nos quadros das Secretarias de Educação quando os responsáveis pelas políticas públicas perceberam que a aprendizagem dos alunos depende diretamente da maneira como o professor ensina.

Diante desse cenário, a Fundação Victor Civita (FVC) decidiu descobrir quem é e o que pensa esse personagem relativamente novo no cenário educacional brasileiro, escolhendo-o como tema de uma pesquisa intitulada O Coordenador Pedagógico e a Formação Continuada de Professores: Intenções, Tensões e Contradições. Realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), sob a supervisão de Cláudia Davis, o estudo teve a coordenação de Vera Maria Nigro de Souza Placco e de Laurinda Ramalho de Almeida, ambas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e de Vera Lúcia Trevisan de Souza, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Graças a ela, fizemos esta edição especial, com reportagens e seções tratando de temas relativos à coordenação pedagógica.

Uma das principais conclusões da pesquisa é que, apesar de ser um educador com experiência, inclusive na função (saiba mais sobre o perfil desse profissional no quadro abaixo), ainda lhe faltam identidade e segurança para realizar um bom trabalho. Ele se sente muito importante no processo educacional, mas não sabe ao certo como agir na escola frente às demandas e mostra isso por meio de algumas contradições: ao mesmo tempo em que afirma que sua atuação pode contribuir para o aprendizado dos alunos e para a melhoria do trabalho dos professores, não percebe quanto isso faz diferença nos resultados finais da aprendizagem (veja mais no quadro da próxima página). "A identidade profissional se constrói nas relações de trabalho. Ela se constitui na soma da imagem que o profissional tem de si mesmo, das tarefas que toma para si no dia a dia e das expectativas que as outras pessoas com as quais se relaciona têm acerca de seu desempenho", afirma Vera Placco.
Quem são os coordenadores pedagógicos no BrasilUm resumo das características do profissional que atua nessa função

90% são mulheres

88% já deram aula na Educação Básica

76% têm entre 36 e 55 anos 

A maioria tem mais de 5 anos de experiência na função
Quem são os coordenadores pedagógicos no Brasil


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Simulado online grátis do Enem 2013!



Olá vestibulandos!
A Universia Brasil realiza o Simulado Online grátis do Enem 2013  até o dia 30 de setembro. Treine suashabilidades e competências.
Agora você não tem mais desculpas para não se preparar para o Enem 2013. O simulado conta com 80 perguntas exclusivas elaboradas pela Primeira Escolha. As questões seguem os moldes do Enem e são avaliadas segundo a TRI (Teoria de Resposta ao Item), metodologia utilizada pelo exame para calcular a nota dos candidatos.
 Você não vai perder essa oportunidade, vai?

I GINCANA INTERATIVA DESCRITORES SPAECE

  D3 - Quiz por descritor - Port. 9° Ano D3: PORTUGUÊS - 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL D3: Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. 01 (...