Efeito camera de vigilância

domingo, 8 de abril de 2012

SPAECE-Diagnóstico de Língua PortuguesA 9ª ano


1) LEIA O TEXTO:



                                   VIAGEM MAIS CURTA PARA A SERRA

Rodovia terá o maior túnel do país e moradores de Caxias deixarão de pagar pedágio

                                                                                                                               Geraldo Perelo

               Vai ficar mais fácil e seguro para o morador da Baixada subir a Serra de Petrópolis. Além disso, a população vai ganhar uma área ecoturística entre Caxias e a cidade serrana. Para isso, será necessária a construção do maior túnel do Brasil e a ampliação de estrada que liga os dois municípios. Os planos estão na fase final de elaboração pela Concer, concessionária que administra a BR-040 (Rio-Juiz de Fora). Para concretizar o projeto, serão investidos cerca de R$ 650 milhões.

              O projeto prevê a remoção da praça de pedágio, passando de KM 104 para o KM 102, liberando os 55 mil  moradores de Xerém da taxa, que vem sendo cobrada desde 1996.

             A rodovia vai ganhar uma nova pista de subida da Serra e o túnel terá quase cinco quilômetros de extensão, entre Belvedere e a comunidade de Duarte da Silveira, para encurtar o trajeto e reduzir o tempo de viagem em 15minutos, até Petrópolis.

(...)

                                                                                                                  Jornal O Dia, 07/11/2010

De acordo com o texto, vai ficar mais fácil e seguro para o morador da Baixada subir a Serra de Petrópolis graças:

(A) à criação de uma área ecoturística entre Caxias e a cidade serrana.

(B) à construção do maior túnel do Brasil e à ampliação de estrada.

(C) à remoção da praça do pedágio.

(D) à construção de uma nova pista de subida da Serra.

2) LEIA O TEXTO



                                            O QUANTO ANTES

              A primeira vitória do Pan-Americano de 2007, no Rio, já pode ser detectada: a parceria entre Estado e Prefeitura no anúncio do pacote de obras para melhorar o transporte da capital. A governadora Rosinha Garotinho e o prefeito César Maia pretendem pedir audiência ao Governo Federal e conseguir financiamento para projetos que incluem a construção da Linha 6 do metrô, ligando a Barra da Tijuca a Duque de Caxias.

              O metrô é um sistema de transporte moderno e inteligente que, eficientemente ampliado, poderia evitar as mazelas que o Rio enfrenta hoje: caos nas ruas, poluição, ônibus superlotados, escassez de vagas, flanelinhas, transporte ilegal, acidentes.

              As grandes capitais do mundo souberam investir nisso. O metrô de Nova Iorque tem 25 linhas que percorrem471 quilômetros. Paris tem 15 linhas e 212 quilômetros. Londres, a pioneira nos trilhos subterrâneos, tem 12 linhas com 415 quilômetros. Aqui no Rio, o metrô foi inaugurado em 1979 e até hoje tem apenas duas linhas, num total de 34 quilômetros. Privilégio para poucos.

              Que o Pan 2007 tire pelo menos a Linha 6 do papel, e o quanto antes. Iniciadas as obras, restará à população fiscalizar para que tudo saia a contento e o investimento não perca nos túneis do desvio de dinheiro público.

                                                                                                                      Jornal O DIA – 08.08.2003

O texto acima apresenta como tema:

(A) A construção da Linha 6 do metrô.

(B) Os meios de transporte de Nova Iorque.

(C) A parceria entre Estado e Prefeitura para melhoria do transporte no Rio.

(D) A ineficiência dos meios de transporte do Rio.

 3) LEIA O TEXTO:

                                                          O MELHOR AMIGO

A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para

dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de

seu quarto.

- Meu filho? – gritou ela.

- O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível.

- Que é que você está carregando aí?

Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.

- Eu? Nada...

- Está sim. Você entrou carregando uma coisa.

Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la.

Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:

- Olha aí, mamãe: é um filhote...

Seus olhos súplices aguardavam a decisão.

- Um filhote? Onde é que você arranjou isso?

- Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?

Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda:

- Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.

- Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!

- Ah, mamãe ...- já compondo uma cara de choro.

- Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa

para cuidar. Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas (...)

               Fonte: Adaptado de Sabino, Fernando. Apud BENDER, Flora, org. Fernando Sabino: Literatura comentada. São Paulo.



Observe a frase: “Onde você arranjou isso?” – (L. 18). O pronome em destaque mostra que a mãe:

(A) não sabe que se trata de um cachorro.

(B) mostra- se surpresa ao ver o cachorro.

(C) mostra desdém em relação ao animal.

(D) mostra-se irritada com o filho.

4) LEIA O TEXTO:

Na opinião da Mônica, o espelho

(A) achou que ela é feia.

(B) achou que ela é a mais bonita.

(C) ficou indiferente.

(D) calou-se porque não tem opinião.

5) LEIA O TEXTO 



                                              ACHO QUE TOU

__ Acho que tou __ disse a Vanessa.

__ Ai, ai, ai __ disse o Cidão.

No entusiasmo do momento, os dois a fim e sem um preservativo à mão, a Vanessa tinha dito “Acho que dá”. E agora aquilo. Ela podia estar grávida.

Do “Acho que dá” ao “Acho que tou”. A história de uma besteira.

Mais do que uma besteira. Se ela estivesse mesmo grávida, uma tragédia. Tudo teria que mudar na vida dos dois. O casamento estava fora de questão, mas não era só isso. A relação dos dois passaria a ser outra. A relação dela com os pais. Os planos de um e de outro. O vestibular dela, nem pensar. O estágio dele no exterior, nem pensar. Ele não iria abandoná-la com o bebê, mas a vida dele teria que dar uma guinada , e ele sempre culparia ela por isto. Ela não saberia como cuidar de um bebê, sua vida também mudaria radicalmente. E se livrarem do bebê também era impensável. Uma tragédia.

__ Quando é que você vai saber ao certo?

__ Daqui a dois dias.

Durante duas noites, nenhum dos dois dormiu. No terceiro dia ela chegou correndo na casa dele, agitando um papel no ar. Ele estava no seu quarto, adivinhou pela alegria no rosto dela qual era a grande notícia.

__Não tou! Não tou!

Abraçaram-se, aliviados, beijaram-se com ardor, amaram-se na cama do Cidão, e ela engravidou.

         VERÍSSIMO, Luís Fernando. “Acho que tou” In: Mais Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 65-66.

Não encontramos registro de opinião, no seguinte texto, em:

(A) “No entusiasmo do momento, os dois a fim e sem um preservativo à mão, (...)”

(B) “Mais do que uma besteira. Se ela estivesse mesmo grávida, uma tragédia.”

(C) “A relação dos dois passaria a ser outra.”

(D) “O casamento estava fora de questão, mas não era só isso.”


6) LEIA O TEXTO



                “Chove todo dia...” (1° quadrinho).

Assinale a alternativa em que a palavra todo tenha o mesmo significado que o da tirinha anterior.

(A) Todo o dia chove aqui.

(B) Todo o bolo tinha formigas.

(C) O livro foi lido por todo aluno.

(D) Meu aluno chegou todo feliz.



7) LEIA O TEXTO:

                                  DORMIR FORA DE CASA PODE SER TORMENTO

                                                                                                                    Mirna Feitosa

          A euforia de dormir na casa do amigo é tão comum entre algumas crianças quanto o pavor de outras de passar  uma noite longe dos pais. E, ao contrário do que as famílias costumam imaginar, ter medo de dormir fora de casa não tem nada a ver com a idade. Assim como há crianças de três anos que tiram essas situações de letra, há préadolescentes que chegam a passar mal só de pensar na ideia de dormir fora, embora tenham vontade.

         Os especialistas dizem que esse medo é comum. A diferença é que algumas crianças têm mais dificuldade para lidar com ele. “Para o adulto, dormir fora de casa pode parecer algo muito simples, mas, para a criança, não é,porque ela tem muitos rituais, sua vida é toda organizada, ela precisa sentir que tem controle da situação”, explica o psicanalista infantil Bernardo Tanis, do Instituto Sedes Sapientiae. Dormir em outra casa significa deparar com outra realidade, outros costumes. “É um desafio para a criança, e novas situações geram ansiedade e angústia” , afirma. (...)

                                                                                                                                                                 (Folha de S. Paulo, 30/8/2001)



Marque a opção que indique a finalidade do texto acima:

(A) entreter.

(B) informar.

(C) relatar.

(D) convencer



8) LEIA OS TEXTOS:



 TEXTO I

                                                            A FESTA DA PENHA

                                                                 Olavo Bilac

           Pelas estradas que levam à ermida branca, uma quinta parte da população carioca irá rezar e folgar lá em cima. Por toda a manhã, e toda a tarde, ferverá na Penha o pagode; e, sentados à vontade na relva, devastando os farnéis bem providos de viandas gordas e esvaziando os “chifres” pejados de vinho, os romeiros celebrarão com gáudio a festa da compassiva Senhora.



Vocabulário:

ermida: pequena igreja

viandas: carnes

pejados: cheios

gáudio: alegria

compassiva: piedosa.



 TEXTO II

                                                             ROMARIA

                                                Carlos Drummond de Andrade



                                             No alto do morro chega a procissão.

                                            Um leproso de opa empunha o estandarte.

                                            As coxas das romeiras brincam no vento.

                                            Os homens cantam, cantam sem parar.

                                            No adro da igreja há pinga, café,

                                            Imagens, fenômenos, baralhos, cigarros

                                            E um sol imenso que lambuza de ouro

                                            O pó das feridas e o pó das muletas.



Vocabulário:

Opa: Espécie de capa sem mangas.



Em relação à estrutura formal dos textos I e II, é correto afirmar que

(A) O texto I está organizado em períodos que compõem um parágrafo.

(B) No texto II há o predomínio da ordem direta.

(C) O texto I está organizado em versos.

(D) O ritmo do texto II acompanha a naturalidade da fala.



9) LEIA OS TEXTOS:

TEXTO I

                                         QUARTO DE BADULAQUES

          Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último “Quarto de badulaques”. Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção”? do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário (...). O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário(...). Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo,

se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas reclama sempre que o prato está rachado.

                                                                                                                                                   (Rubem Alves, Quarto de badulaques)

TEXTO II

                                                     O GIGOLÔ DAS PALAVRAS

                                                                     (Fragmento)

 (...)

              Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidado, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologias e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.

                                                                                VERÍSSIMO, Luís Fernando. “O gigolô das palavras”. In: Mais

                                                                                                       Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p.145.


Acerca dos textos I e II é correto afirmar que

(A) os dois textos defendem o uso das regras gramaticais em qualquer situação.

(B) o amigo do enunciador do texto 1 é um gigolô das palavras.

(C) Os enunciadores dos dois textos comportam-se como um gigolô das palavras.

(D) Os enunciadores dos textos são contra à obediência às normas gramaticais.



10) LEIA O TEXTO:

                                                            QUADRILHA

                                 João amava Teresa que amava Raimundo

                                 que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

                                 que não amava ninguém.

                                 João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,

                                 Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,

                                 Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

                                 que não tinha entrado na história.

                                   (ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 12ª ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1978. p. 136.)



O texto defende a tese de que

(A) as histórias de amor sempre têm final feliz.

(B) o amor deve ser para sempre.

(C) o amor é marcado pelo desencontro.

(D) a liberdade deve ser cultivada nos dias de hoje.



11) LEIA O TEXTO:

                                       DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA?

                                                          (Fragmento)

           Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força por que pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...).

           Na verdade não existem Meninos De Rua. Existem meninos Na rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

                                                                                        COLASSANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro, Rocco, 1999.



O pronome EU, que inicia o texto, refere-se

(A) à mãe de um menino de rua.

(B) à mãe de um menino de família.

(C) à narradora que é uma das personagens do texto.

(D) à narradora que descreve a cena sem ter participado da mesma.



12) LEIA O TEXTO

                          FAÇA QUALQUER MOVIMENTO E SERÁ MORTO.



Identifique o valor semântico do conectivo em destaque no período abaixo:

(A) adição.          (B) adversidade.           (C) alternância.           (D) consequência.


13) LEIA O TEXTO:

ARGUMENTO

(Paulinho da Viola)

                                                                  Tá legal,

              Eu aceito o argumento

                                       Mas não me altere o samba tanto assim

                                         Olhe que a rapaziada está sentindo a falta

                                                        De um cavaco, de um pandeiro e de um tamborim.



    Sem preconceito,

           Ou mania de passado,

               Sem querer ficar do lado

                  De quem não quer navegar

                         Faça como o velho marinheiro,

           Que durante o nevoeiro

         Leva o barco devagar.

                                                                                                                             http://letras.terra.com.br/paulinho-da-viola/48050/



Com base na leitura atenta da letra da música, é possível depreender que o autor contra-argumenta com os argumentos

propostos por outra pessoa. Tendo em vista essa informação, indique a opção cujo conteúdo apresente o argumento proposto.

(A) O samba deve ser concebido fora dos moldes do passado.

(B) Deve-se inserir no samba instrumentos musicais tradicionais.

(C) Mudar o samba sem grandes alterações.

(D) Conceber o samba nos moldes tradicionais.



14) LEIA O TEXTO:

                  A professora passou a lição de casa: fazer uma redação com o tema “Mãe só tem           uma”. No dia seguinte, cada aluno leu a sua redação. Todas mais ou menos dizendo as mesmas coisas: a mãe nos amamenta, é carinhosa conosco, é a rosa mais linda de nosso jardim etc. etc. etc. Portanto, mãe só tem uma. Aí chegou a vez de Juquinha ler a sua redação:

Domingo foi visita lá em casa. As visitas ficaram na sala. Elas ficaram com sede e minha mãe pediu para mim ir buscar Coca-Cola na cozinha. Eu abri a geladeira e só tinha uma Coca-Cola. Aí, eu gritei pra minha mãe: “Mãe, só tem uma!”.

                                                                                                                              (Viaje Bem – revista de bordo da Vasp, n° 4, 1989)

O humor do texto é gerado pelo fato de

(A) a professora não ter empregado a vírgula na frase-tema da redação.

(B) a turma não ter compreendido o tema da redação.

(C) o Juquinha ter atribuído ao vocábulo Mãe a função de vocativo.

(D) o Juquinha não ter empregado a vírgula após o vocábulo Mãe.



15) LEIA O TEXTO:

                  “Os técnicos foram à reunião acompanhados da secretária, do diretor e de um                      

           coordenador.”

                                                                                         (Texto extraído do livro: ABAURRE, Maria Luiza & PONTARA, Marcela

                                                                                                               Nogueira. Português. 1ª Ed. São Paulo: Moderna, 1999. p. 308.

Se tirarmos a vírgula, teremos o seguinte sentido:

(A) uma pessoa a menos terá ido à reunião.              (B) o sentido não se alteraria.

(C) uma pessoa a mais terá ido à reunião.                 (D) a ausência da vírgula implicará um erro                     

                                                                                        Gramatical.


16) LEIA O TEXTO



             Primeira mulher: _ Trabalhar o tempo inteiro e tomar conta da casa está me levando à       loucura!  Depois do trabalho, cheguei em casa e lavei a roupa e a louça. Amanhã tenho de lavar o chão da cozinha e as janelas da frente.

Segunda mulher: _ Então? E teu marido?

Primeira mulher: _ Ah! Isso eu não faço de maneira alguma! Ele pode muito bem se lavar sozinho!

                                                                                                                                                                                (Rodolfo Ilari)

O humor do diálogo abaixo é gerado pelo fato de:

(A) as reclamações estarem contidas na fala da primeira mulher.

(B) a segunda mulher não ter compreendido a fala da primeira.

(C) o questionamento “E teu marido?” estar incompleto.

(D) a mulher se negar a lavar o marido.


17) LEIA O TEXTO:

                                      O MITO DO AUTOMÓVEL

      O automóvel é o símbolo máximo das sociedades modernas. A demanda de automóveis teve um aumento tão rápido que em apenas algumas décadas transformou a indústria automobilística num dos motores da economia de mercado. Mas isso ocorreu porque os carros satisfazem inúmeras necessidades, anseios e fantasias dos homens e das mulheres de hoje – em especial o sonho da liberdade de movimentos. Qual será o futuro desse fruto do casamento do sonho com a técnica? Não corremos talvez o risco de ver nossa liberdade de possuir um carro vir a transformar-se em escravidão a esse mesmo carro?

                                                                                                                                    (Correio da Unesco. Fundação Getúlio Vargas)

Ao empregar o verbo primeira pessoa do plural em “Não corremos talvez o risco de...”, o autor do texto refere-se

(A) a ele e mais uma pessoa.

(B) a apenas ele mesmo.

(C) a ele e a todos da sociedade moderna.

(D) às pessoas que integram a sociedade moderna.





18) LEIA O TEXTO:

                                                            QUADRILHA

                                 João amava Teresa que amava Raimundo

                                 que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

                                 que não amava ninguém.

                                 João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,

                                 Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,

                                 Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

                                 que não tinha entrado na história.

                                   (ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 12ª ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1978. p. 136.)



O poema é marcado pelo (a)

(A) alegria.

(B) frustração.

(C) romantismo.

(D) eterno encontro.


19) LEIA O TEXTO:

                                           O RISCO DA BOLSA-ESMOLA

              Inegavelmente foi um avanço a unificação de programas de distribuição de recursos no Bolsa-família, apesar de ainda faltar a adesão de prefeitos e governadores. A unificação indica a busca de racionalidade para reduzir desperdício e aumentar eficiência administrativa. Claro que a operação ainda é uma incógnita, mas o anúncio merece

ser festejado.

             A discussão essencial – e mais delicada – é saber até quando o poder público vai manter esses milhões de bolsas. Se os recursos distribuídos diretamente aos mais pobres não promoverem a autonomia dos indivíduos para que, uma vez escolarizados, consigam dispor de uma fonte de renda, iremos distribuir apenas bolsas-esmola.

               É esse o grande risco, como se vê em várias partes do mundo, desse tipo de programa. As pessoas se acomodarem com aquela ajuda e, pela falta de estímulo econômico, não encararem aquele dinheiro como algo provisório, mas uma esmola.

              A eficiência desses programas será medida pelo número de brasileiros que não dependem mais de nenhuma bolsa.

                                                                                                                                                (Folha de São Paulo, 21/10/2003)

 O apresenta como tese

(A) a unificação de programas de distribuição de recursos no Bolsa-família foi um avanço.

(B) a manutenção de milhões de bolsas é temporária.

(C) os recursos distribuídos aos mais pobres devem promover a autonomia dos indivíduos.

(D) a falta de estímulo econômico gera o comodismo nas pessoas pobres.


20) LEIA O TEXTO

                                O CÃO E O PEDAÇO DE CARNE

         Um cão, que carrega um pedaço de carne na boca, enquanto atravessava um rio, viu seu reflexo na água. Julgou, de imediato, que um outro cão levava um outro pedaço de carne maior do que o seu. Por isso, largou o que possuía e tentou pegar o outro, acabando por ficar sem

alimento.

                                                                                                                                                           Adaptação da fábula de Esopo


Marque a opção cujo conteúdo indique o conflito gerador do enredo dessa fábula.

(A) Um cão carregava um pedaço de carne na boca.

(B) O cão viu seu reflexo na água.

(C) O cão julgou que um outro cão levava um outro pedaço de carne.

(D) O cão ficou sem alimento.



Fonte//: PROJETO CONSEGUIR-MÓDULO-2 LÍNGUA PORTUGUESA







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